Investigações da Polícia Federal dentro da Operação Lama Asfáltica já identificaram, a partir de documentos apreendidos, que R$ 6 milhões foram desviados durante a execução das obras da MS-430, no trecho que liga Rio Negro a São Gabriel do Oeste; em parte da avenida Lúdio Coelho, em Campo Grande; e na construção do aterro sanitário da Capital.
A partir de vários materiais que foram encontrados no governo estadual e em buscas a residências de suspeitos envolvidos no esquema, os policiais federais traçam o caminho que o dinheiro percorreu.
Ainda faltam muitos documentos para serem analisados. Segundo informações apuradas pela reportagem, uma das principais obras ligadas aos desvios ainda está sendo analisada. Trata-se da rodovia MS-040, que foi entregue sem ter sido finalizada e consumiu R$ 306 milhões em recursos públicos.
Faz parte dessa obra da rodovia a entrega de um anel viário, que não foi concluído. A Controladoria-Geral da União (CGU) investiga o motivo dessa ausência. O anel viário estava orçado em R$ 5 milhões, constava no projeto original e havia dinheiro em caixa para implementá-lo. Contudo, simplesmente não houve sua construção. Essa apuração segue em sigilo.
Há uma força-tarefa formada pela CGU, Polícia Federal e Ministério Público Federal trabalhando na Lama Asfáltica. O empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos é um dos principais suspeitos de se beneficiar desses desvios. Ele também é investigado pelo Ministério Público Estadual na operação Coffee Break.