Uma semana depois da nova interrupção na coleta de lixo em Campo Grande, moradores voltaram a levar os detritos pessoalmente ao aterro. Na manhã desta terça-feira (20), catadores de reciclagem, separavam os descartes orgânicos, dos recicláveis, ainda do lado de fora do lixão.
Os moradores chegam no aterro e são recebidos pelos catadores ainda do lado de fora. Os trabalhadores separam o que é de interesse reciclável e depositam o restante em uma caçamba da própria Solurb, que está estacionada em frente ao aterro.
O Portal Correio do Estado foi até o local nessa manhã e encontrou uma nova fila de carros particulares que levavam resíduos para o aterro.
A paralisação reiniciou na última terça-feira (13) e entre os pretextos da empresa responsável pela coleta, está o abastecimento, aluguel dos caminhões e a não liberação dos R$ 500 mil que estão bloqueados pela Justiça e devem ser destinados a concessionária.
IMPASSE
Em nota divulgada pela concessionária na semana passada, consta que o problema é a falta de “insumos imprescindíveis a operação”, entre eles abastecimento e aluguel dos caminhões.
A Solurb afirma, ainda, que caso a prefeitura de Campo Grande não libere os R$ 500 mil que estão bloqueados pela Justiça e devem ser destinados a concessionária, o serviço será novamente totalmente suspenso na Capital.
Na nota, a concessionária diz que já informou a prefeitura sobre os problemas. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura e foi informada que não há posicionamento da administração até o momento.
“Com relação aos insumos, todos são importantes, mas combustível, serviços terceirizados e prestação do “Leasing” dos caminhões são os mais graves, pois causam desde a inoperância dos equipamentos, até o bloqueio dos veículos por falta de pagamento”, completa a nota.