A CG Solurb ingressou com uma cautelar no Tribunal de Justiça para atualizar o valor já bloqueado da prefeitura de Campo Grande.
A ação começou a tramitar na terça-feira (20) em segunda instância e a empresa deve tentar novamente receber esse valor. Na semana passada, a defesa da concessionária tentou resgatar mais de R$ 2 milhões, mas teve o pedido negado na segunda-feira (19). A Solurb ganhou no judiciário liminar que mandou bloquear R$ 19 milhões do governo municipal, mas ainda não conseguiu acessar esse dinheiro.
Em nota, divulgou que só retomará a coleta de lixo depois de receber o dinheiro bloqueado pela Justiça ou o pagamento de cerca de R$ 25 milhões, que seriam referentes às faturas de junho a setembro, forem quitados. O serviço está parcialmente paralisado desde o dia 15.
A CG Solurb reafirmou que passa por dificuldades financeiras para pagar a conta de energia elétrica, que foi cortada, e manter o fornecimento de outros insumos, como combustível dos caminhões. Essa crise atingiu a empresa há 60 dias, informou.
Em contrato social da empresa consta que a Financial Construtora Industrial Ltda, que tem como sócio administrador o engenheiro civil Antônio Fernando de Araújo Garcia, e a LD Construções Ltda, que tem como sócio Luciano Potrich Dolzan, formam a CG Solurb e o capital social dela é de R$ 53,8 milhões. O documento foi produzido em 25 de outubro de 2012.
No mesmo informativo, descartou que demitiu funcionários. "Nenhum funcionário foi demitido em função dos recorrentes atrasos de pagamentos cometidos pela PMCG (prefeitura municipal de Campo Grande".
A concessionária ainda alertou que pode suspender a coleta de lixo hospital nesta quinta-feira (22).
OUTRO LADO
A prefeitura da Capital divulgou nesta quarta-feira (21) que produziu um relatório indicando que a falta de coleta de lixo pode trazer graves consequências sanitárias à população e afirmou que encaminharia o documento à 32ª Promotoria de Justiça de Saúde para pedir providências contra a CG Solurb.
Ainda garantiu que informou à Justiça Estadual que a empresa está descumprindo decisão proferida anteriormente que determinava que a coleta não fosse interrompida, sob pena de multa. Esse processo passou a tramitar ainda em setembro, quando houve greve de 10 dias dos 1080 funcionários. O motivo da paralisação foi o atraso salarial.
TAXA A MAIS
Leitores do Portal Correio do Estado enviaram mensagens pelo whatsapp do site (67-9971-4437) relatando que catadores que seriam da Solurb estavam cobrando R$ 5 para coletar o lixo no bairro Coophasul. O serviço seria um "bico" deles. Eles estavam em um caminhão particular e caso recebessem o pagamento, recolheriam os sacos acumulados nas calçadas.
Toda a população já paga taxa para a coleta do lixo, que vem embutida no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).