Nove vereadores devem entregar defesa prévia, até segunda-feira (26), a Comissão Permanente de Ética da Câmara Municipal de Campo Grande. Eles são investigados por supostamente negociar votos para a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP).
Na lista dos investigados estão incluídos o presidente afastado da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Waldecy Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Paulo Siufi (PMDB) e Jamal Salém (PR). Todos negam ter adquirido qualquer tipo de vantagem para cassar o mandato de Bernal, em março de 2014.
O presidente da comissão, João Rocha (PSDB), explicou que a equipe composta por cinco vereadores deve confrontar a versão da defesa com documentos e depoimentos constantes em processo da Operação Coffee Break.
A comissão, por outro lado, não pretende se posicionar contra as acusações de corrupção proferidas pela vereadora Luiza Ribeiro (PPS). Sem provas, ela chegou a apontar a promotores do Ministério Público a existência de mensalinho no Legislativo e que colegas receberam vantagem financeira para cassar Bernal.
"Só vamos nos manifestar se acionados. Precisamos aguardar um tempo para o próprio Ministério Público fazer o trabalho dele e nossa expectativa é de que avalie ambos os lados", pontuou Rocha.
Ontem vereadores como Jamal Salem (PR) e Airton Saraiva (DEM) cobraram que a vereadora fosse investigada pela comissão, bem como sugerisse ao Ministério Público a apreensão do celular de Bernal e seus aliados.
"Ouvi muita conversa de oferecimento de bens para votar contra a cassação. Sugiro a apreensão para fechar essa investigação", pontuou, na ocasião, Jamal.
O Código de Ética, por exemplo, prevê censuras verbais, escritas, suspensão temporária de até 30 dias sem remuneração, afastamento por até 120 dias – com corte de salário somente em caso de transgressão grave ou reincidência –, além de perda de mandato.