O juiz Carlos Alberto Garcete decretou a prisão preventiva (sem prazo definido) do professor da educação infantil, de 29 anos, preso em flagrante (24h), nesta quarta-feira (21), sob a suspeita de abuso sexual contra aluno, de cinco anos. O crime teria ocorrido, em escola municipal que fica no Bairro Santa Emília, em Campo Grande.
O magistrado entendeu que por ora deve ser mantida a prisão cautelar diante da gravidade do fato e da recentidade, o que caracteriza ordem pública. “No mais, não constam outros elementos para análise de possível concessão de liberdade provisória ao autuado. Ante o exposto, converto a prisão em flagrante do autuado, qualificado nos autos, em preventiva, nos moldes do artigo 312 do Código de Processo Penal”, concluiu.
CASO
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar, a mãe da vítima disse que o filho confessou a ela a violência sexual depois chegar da escola com comportamento estranho. A mulher relatou que o menino estava calado, diferente do costume. Questionado sobre o que havia acontecido, revelou que um professor havia passado a mão em suas partes íntimas, no banheiro da escola.
Revoltada com a acusação, a mãe chamou policiais que detiveram o professor e ele foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga, onde o caso foi registrado, mas é investigado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Em interrogatório, ao delegado plantonista Enilton Zalla, o educador negou o fato, sustentando que havia, apenas, repreendido o aluno porque ele não parava de subir em carteiras durante a aula.
Na unidade policial, a criança manteve a mesma versão relatada à mãe e o professor acabou preso em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável.