Cerca de 300 médicos da Santa Casa de Campo Grande entraram em greve nesta quinta-feira (22) devido a falta de pagamento dos salários referentes ao mês de outubro. O pagamento deveria ser realizado no 5º dia útil do mês, mas os médicos dizem não ter recebido ainda. Diante a greve, a prefeitura se posicionou e emitiu nota afirmando que está rigorosamente em dia com os repasses para o hospital. A unidade de saúde por sua vez não admite se é ou não um problema interno de gestão de recursos.
Conforme a nota da prefeitura, R$ 30.820.590,42 foram repassados ao hospital nos meses de setembro e outubro. Deste valor, R$ 27.570.590,42 vieram do SUS e R$ 3.250 milhões são recursos municipais. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que o fluxo de atendimentos será reorganizado para que ninguém fique sem desassistido.
De acordo com o diretor-clínico da Santa Casa, José Mauro Filho, há meses os salários dos funcionários estão sendo depositados com atraso, mas em outubro não foi dada para a categoria uma previsão de pagamento, por isso, a paralisação é por tempo indeterminado.
Veja a nota da prefeitura na íntegra:
“A administração do prefeito Alcides Bernal esclarece que desde que reassumiu está rigorosamente em dia com os repasses para a Santa Casa.
Esclarece ainda que nos meses de setembro e outubro foram repassados R$ 30.820.590,42, sendo recursos do SUS na ordem de R$ 27.570.590,42 e recursos municipais na ordem de R$ 3.250.000,00.
Em outubro, já foi realizado o pagamento chamado pré-fixado no valor de R$ 16.048.103.83. O pagamento chamado pós-fixado aguarda o fechamento da produção pelo Ministério da Saúde para ser efetivado. A programação é de cerca de R$ 2.920.000,00 para a data de 28/10/2015.
Dentro do montante repassado há o valor de R$ 4.710.000,00 que a prefeitura adiantou e o Estado ainda não repassou para o município.
Em relação à divida encontrada, a mesma está sendo auditada para a certificação do valor, que gira entre R$ 10 e R$ 14 milhões.
A administração municipal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça que nenhum cidadão ficará sem atendimento médico, pois o fluxo de atendimento ambulatorial e de cirurgias eletivas será reorganizado.”