O vereador e ex-secretário de saúde da gestão Gilmar Olarte, Jamal Salém (PR) já está na sede do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para depoimento em nova etapa da Operação Coffee Break. Agora, o Ministério Público Estadual (MPE) apura se o prefeito Alcides Bernal (PP), cassado em março do ano passado, tentou oferecer vantagens e dinheiro, até R$ 1 milhão, para vereadores não votaram pela cassação.
A nova fase das investigações foi motivada por pedido feito ao Gaeco pelo advogado Renê Siufi com base em denúncia de Jamal. O advogado também solicitou apreensão de celulares de outros vereadores, mas decisão da Justiça ainda não saiu.
Na manhã desta segunda-feira (26), pouco antes do horário marcado, 9h30, Jamal chegou na sede do Gaeco e falou com a imprensa sobre o depoimento. Segundo o vereador, ele se diz ser vítima de guerra política.
Com um envelope pardo em mãos, Jamal disse que irá levar ao conhecimento do promotor Marcos Alex, que comanda a investigações, documentos que poderão agregar nas apurações.
“Ouvi comentários, mas alguém oferecer para mim não aconteceu. O dia da votação foi muito tenso e houve movimento das pessoas participando, não foram vereadores”, disse Jamal.
NOVA APURAÇÃO
O motivo da extensão da investigação é também a compra de votos. Só que desta vez, o ato ilícito seria em favor de Bernal. Segundo Jamal, no dia anterior à cassação do prefeito, “cargos e dinheiro” foram oferecidos para os vereadores votarem contra o afastamento.
O vereador resolveu fazer a denúncia depois de ver o desgaste sofrido pela Câmara Municipal com os desdobramentos da operação Coffee Break