Reajuste na tarifa de ônibus terá como problema, conforme o prefeito Alcides Bernal (PP), o impacto do pedágio em linha destinada ao Distrito de Anhanduí, a 50 quilômetros de Campo Grande. O novo valor do transporte público, no entanto, permanece em estudo pelo Consórcio Guaicurus e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agereg).
Bernal condenou, nesta sexta-feira (30), que a concessionária CCR MS Via tenha instalado praça de pedágio impedindo acesso ao distrito sem a cobrança de R$ 7,20 por trecho. Tal medida, além de prejudicar moradores da região, impacta em R$ 7 mil mensais o sistema de transporte coletivo urbano.
“O Distrito de Anhanduí não pode ser sacrificado e acho que houve erro no momento em que estabeleceram o pedágio antes do distrito. Isso causa problemas”, disse o progressista, que promete negociar algum tipo de solução.
Na semana passada, vereadores aprovaram projeto de lei que assegura isenção de pedágio ao transporte coletivo e moradores da região. A contrapartida seria redução de imposto sobre serviços, em favor da concessionária, de 5% para 4,5%. Cabe a Bernal sancionar a medida.
Em paralelo, ainda se analisa qual será a nova tarifa de ônibus e se ela manterá percentual semelhante aos 11% aplicados em novembro do ano passado, quanto esta foi elevada de R$ 2,70 para R$ 3,00. No cálculo são considerados custos como desgaste dos veículos, óleo diesel, reajuste dos trabalhadores e gratuidades, além do pedágio.