Três Lagoas, cidade distante 338 quilômetros de Campo Grande, será palco, nesta sexta-feira (30), da visita da presidente Dilma Rousseff (PT) e a revolta de moradora que afirma ter sido impedido de protestar contra a presidente já repercute nas redes sociais.
Sayuri Baez é diretora de uma empresa de comunicação visual e também adepta de um esporte de aventura conhecido com paramotor, uma espécie de parapente, mas com um motor levado nas costas de quem pilota, o que proporciona mais capacidade de dirigibilidade e velocidade.
Na noite de ontem, em sua página no Facebook, Sayuri desabafou dizendo que pretendia voar vestida de palhaço, como já fez algumas vezes, no céu da cidade durante a visita da presidente, que deve chegar por volta das 9h30 de hoje para lançamento da pedra fundamental da ampliação da fábrica de celulose Fibria.
Além dela, outros nove pilotos do grupo também sobrevoariam o céu em ato de protesto.
"Recebi uma comunicação por escrito, da equipe de segurança da presidente, dizendo que o espaço aéreo estava interditado e que eu não poderia voar. Ficamos revoltados, iríamos fazer esse voo para protestar contra a situação do país e fomos impedidos", disse ao Portal Correio do Estado.
Sayuri afirma que foi proibida de fazer o ato de protesto porque o voo dela teria sido considerado pela equipe da presidente Dilma como um risco para a segurança. Além disso, a moradora admite que sabia que o fechamento do espaço aéreo é tido como regra em todas as visitas presidenciais, mesmo assim, a revolta persiste.
“ESTÁ PROIBIDO VOAR AMANHÃ DIA 29/10/2015 - Em Três Lagoas MS no raio de 8KM - Motivo: INTERVENÇÃO DO ESPAÇO AÉREO - Para garantir total segurança a nossa Exma Sra DILMA ROUSSEFF - Presidente da República”, publicou a moradora na rede social.
A imprensa segue para o local destinado aos repórteres e não há previsão de coletiva de imprensa com a presidente, apenas um pronunciamento durante a cerimônia.