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224 mortos

Caixas pretas de avião russo começam a ser analisadas neste domingo

Caixas pretas de avião russo começam a ser analisadas neste domingo

Redação

01/11/2015 - 12h33
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Investigadores russos e egípcios começaram a examinar neste domingo (1) as duas caixas pretas do avião russo que caiu neste sábado (31) na Península do Sinai deixando 224 pessoas mortas. Segundo fontes da agência Reuters, a análise será feita em Cairo, no Egito.

A investigação dos equipamentos, que reúnem informações técnicas do avião e gravações de áudio da cabine do piloto, costuma ser uma das fases mais importantes no processo de determinar as causas de um acidente aéreo.

Mais cedo, autoridades russas e egípcias divulgaram que não encontraram problemas no combustível usado pelo Airbus A321 da companhia aérea Kogalymavia e que os exames de saúde da tripulação, feitos pouco antes do voo, tampouco apresentavam anomalias.

Ainda assim, a agência Rostransnadzor que regula o transporte na Rússia, proibiu a Kogalymavia de operar qualquer aeronave Airbus A321 até que as causas da queda sejam apuradas.

Ainda não se sabe o que pode ter causado o acidente. Tanto o Egito quanto a Rússia, porém, descartam que o avião tenha sido abatido. Mais cedo, a célula egípcia do Estado Islâmico na Península do Sinai havia afirmado que tinha disparado um míssil contra o Airbus A321.

As autoridades e analistas militares e de aviação consideram pouco provável que esta vertente da milícia radical tenha poder de fogo para abater um avião em altitude de cruzeiro. Antes da queda, ele estava a 30 mil pés (9.144 metros).

Avião russo com 224 pessoas a bordo cai no Egito

INVESTIGAÇÕES
O governo russo anunciou no sábado (31) que abrirá um processo criminal contra a companhia aérea Kogalymavia por "violação das regras e preparações para voo", e a agência russa reguladora de transportes Rostransnadzor afirmou que vai investigar se a operadora seguiu todas as regras de segurança aérea, informou a agência russa Interfax.

Segundo a emissora estatal de TV Rossiya 24, oficiais fizeram uma busca no escritório da empresa em Moscou e apreenderam alguns documentos.

Durante inspeção no ano passado, autoridades regulatórias russas encontraram violações nos procedimentos da Kogalymavia, mas os problemas teriam sido corrigidos dentro do prazo.

A companhia aérea apenas declarou que não há evidências de que o acidente deste sábado tenha sido causado por erro humano.

O ACIDENTE
A aeronave, um Airbus A-321 operado pela companhia Kogalymavia (conhecida como MetroJet) voava de um resort na cidade de Sharm el-Sheikh, próxima ao mar Vermelho, para São Petersburgo, quando caiu em uma área montanhosa da península de Sinai, ao sul da cidade de Alarixe.

O avião decolou às 5h51 no horário do Cairo (1h51 no horário de Brasília), com boa condição climática, e sumiu dos radares após 23 minutos, quando voava a 9.400 metros de altura.

Pouco antes da queda, de acordo com a emissora americana CNN, o piloto teria ligado para o controle de tráfego aéreo para informar que estava com problemas técnicos e solicitar um pouso de emergência.

A Embaixada da Rússia no Cairo disse ter sido informada pelas autoridades egípcias de que o piloto tentou um pouso de emergência na cidade de Alarixe, nas proximidades do local do acidente.

"O avião se partiu em dois. Uma parte menor, na cauda, pegou fogo, e a maior colidiu com uma rocha. Retiramos ao menos cem corpos, e os outros ainda estão dentro", declarou à Reuters um integrante das equipes de resgate.

Por motivo de segurança, as companhias europeias Air France e Lufthansa desviaram temporariamente todos os voos que sobrevoam a península do Sinai. Apenas as aeronaves que vão para cidades da região deverão passar por lá.

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