Cidades

13 funcionários

Difícil trabalhadores de barragem terem sobrevivido, diz governador

Difícil trabalhadores de barragem terem sobrevivido, <br>diz governador

Redação

08/11/2015 - 13h46
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O governador Fernando Pimentel disse neste domingo (8) que é difícil os trabalhadores das barragens que romperam na quinta-feira (5), e estão ainda desaparecidos, serem encontrados com vida. Segundo ele, o estado tem um número grande de barragens, em torno de 730.

As barragens do Fundão e de Santarém, da mineradora Samarco, se romperam despejando 62 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério e água. Uma morte foi confirmada e há 28 desaparecidos, entre eles 13 funcionários e 15 moradores do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na região central de Minas Gerais.

(Atualização: O Corpo de Bombeiros e o Governo de Minas Gerais voltaram atrás neste domingo e disseram não ser possível confirmar que o corpo resgatado em Rio Doce, neste sábado, seja realmente vítima do rompimento das barragens em Mariana. Com esta informação, o governo disse que há uma morte confirmada. Claudio Fiúza, de 40 anos, morreu de mal súbito na hora do rompimento, na quinta.)

"É um desastre, uma tragédia de grande extensão", falou Fernando Pimentel. "Uma perda de vida humana já seria irreparável, imagina 28", afirmou Pimentel.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, coronel Luiz Henrique Gualberto, que coordena as buscas, salientou em seguida que, "em nenhum momento, vamos trabalhar com hipótese de corpos". Treze viaturas dos bombeiros e 7 helicópteros atuam nos trabalhos.

"Nós vamos encontrar gente viva, se Deus quiser", disse Gualberto.

A barragem de Fundão, uma das envolvidas na tragédia, tinha passado por auditoria externa e não foi suficiente, segundo o governador. A barragem estava licenciada regularmente e não há nenhuma falha aparente neste aspecto.

Segundo Pimentel, "os 13 desaparecidos na barragem [os trabalhadores] dificilmente vão ser encontrados com vida". Ele admitiu que é importante reconhecer a dimensão da tragédia.

O governador disse ainda que é preciso melhorar os protocolos de emergência, com a exigência dos alarmes sonoros, que não são obrigatórios na legislação vigente.

De acordo com a Samarco, 557 desabrigados  estão hospedados em hotéis com custos pagos pela mineradora. Conforme o governador, a empresa está empenhada em tudo o que foi solicitado, fornecendo máquinas, alojamento e suprimentos em Mariana.

Uma grande equipe de veterinários está fazendo o resgate de animais em áreas isoladas, explicou o governador. Ainda não há como calcular os custos da operação montada em Mariana por todos os órgãos estaduais, acrescentou ele.

Ainda não há evidências sobre as causas do rompimento das barragens de Fundão e Santarém, da Samarco Mineração, disse Pimentel.

Prefeito sofre princípio de infarto
O prefeito de Mariana, Duarte Júnior, de 35 anos, sofreu um princípio de infarto na manhã deste domingo (8) e está internado no Hospital Monsenhor Horta. De acordo com a mulher dele, Regiane Oliveira, ele está sem dormir desde o rompimento das barragens e, nesta madrugada, ficou muito preocupado com uma forte chuva que caiu no município.

O primeiro exame do coração apontou o princípio de infarto, mas o segundo já não mostrou alterações, segundo Regiane.

Sistemas de abastecimento
A Agência Nacional de Águas (ANA) recomendou que os sistemas de abastecimento interrompam a captação das águas afetadas pela lama liberada pelo rompimento de barragens de rejeitos de mineração no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana.

"A natureza do resíduo em questão implica em grandes alterações temporárias das características da água bruta, por tempo indeterminável neste momento", afirmou a agência. A captação deve ser retomada somente "a partir da melhoria das características físico-químicas da água, considerando suas possibilidades de potabilização" e não há como prever quanto tempo deve durar a interrupção.

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