A reunião que aconteceu na manhã desta quarta-feira (11) para tentar equacionar o contrato entre a prefeitura de Campo Grande e a Santa Casa não gerou resultado. O Ministério Público Estadual (MPE) convocou um novo encontro para esta quarta-feira (12).
Na Assembleia Legislativa, nesta quarta (11), sentaram-se à mesa gestores da Saúde, conselheiros estaduais e municipais e representante do MPE. A tentativa desse encontro é para firmar as bases de uma contratualização para o serviço público de saúde.
A Santa Casa de Campo Grande tem divulgado que enfrenta dificuldade para pagar fornecedores e manter os serviços porque aguarda o pagamento de R$ 13,5 milhões da prefeitura de Campo Grande. O prefeito Alcides Bernal (PP), em reunião na semana passada, informou que tentaria encontrar uma solução para o caso, mas depende de uma aprovação de suplementação na Câmara Municipal para obter o dinheiro.
“A Santa Casa tem mantido o atendimento com bastante dificuldade por se arrastar uma dívida do município com a instituição no valor de R$ 13,5 milhões, que afeta desde o pagamento dos colaboradores até seus fornecedores, fazendo que toda a cadeia de serviços seja prejudicada pelo desabastecimento dos materiais e a greve dos funcionários", disse, durante a reunião, o presidente da Associação Beneficente Campo Grande (ABCG), mantenedora do hospital, Wilson Teslenco.
Desde dezembro a Santa Casa e a prefeitura tem acertado contratos temporários para cobrir os serviços de saúde realizados no hospital. O prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) é quem conduzia a negociação, mas com a sua saída, a conversa voltou a estaca zero.
NOVA PROPOSTA
De acordo com o que foi repassado no encontro realizado na Assembleia, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apresentou a proposta de contrato que previa 35% de aumento na oferta de serviços. A Santa Casa não concordou.
A proposta enviada pela Sesau abrange atendimento de média complexidade nas áreas de infectologia, ginecologia, nefrologia, oncologia e mastologia. "A projeção é o um aumento de R$ 36 milhões de repasse anual para Santa Casa. Queremos que o Governo do Estado se sensibilize e aumente também seu aporte, uma vez que a Capital atende todos os municípios de Mato Grosso do Sul”, ponderou Ivandro Fonseca, secretário municipal.
No encontro, o governo do Estado divulgou que aumentaria em R$ 500 mil o repasse ao hospital. “O Estado construiu um plano de saúde com a gestão anterior, sendo acordado o incremento de R$ 500 mil, com a possibilidade de aumentar mais R$ 500 mil caso fossem criados mais 10 leitos de UTI", explicou o secretário-adjunto de Saúde do Estado, Lívio Leite.
Ele ainda criticou a posição do atual governo municipal. "A atual gestão retrocede e defendemos o que já foi acordado anteriormente”, posicionou-se.
A comissão de saúde da Assembleia Legislativa também acompanhou a reunião.