A aeronave do esquadrão Pelicano, com uma equipe da base aérea de Campo Grande, foi a responsável por transportar o homem de 46 anos com suspeita de ebola. Os militares da Capital são treinados para prestar atendimento médico.
"A aeronave do esquadrão Pelicano, que é especializado em busca e salvamento, possui uma configuração especial para evacuações aeromédicas. O avião foi preparado por técnicos para realizar o transporte do paciente que viajou acomodado em uma maca de isolamento portátil", divulgou nota da Força Aérea Brasileira (FAB).
O transporte foi feito de Belo Horizonte (MG) para o Rio de Janeiro na noite de quarta-feira (12). Por conta da suspeita, todos os médicos e integrantes da equipe precisaram usar roupas especiais para evitar o contato com o paciente.
Para garantir segurança no isolamento, a aeronave é dividida em zona quente, morna e fria. A zona quente, identificada também como crítica, é onde fica o paciente. Os profissionais que ficam nessa área usam equipamentos de proteção e a maca é de isolamento portátil.
A zona morna armazena equipamentos e materiais utilizados no atendimento. A zona fria é considerada livre de contaminação e abriga pilotos, mecânicos e outros especialistas que precisem estar no voo.
O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi o responsável por receber o homem e está realizando os exames necessários para identificar se há mesmo o registro de ebola.
CASO
O Ministério da Saúde monitora o paciente de 46 anos que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Pampulha, em Belo Horizonte, na noite de terça-feira (10). Ele apresentou como sintomas febre alta, dor muscular e dor de cabeça, desde o dia 8.
O homem viajou para Guiné, onde ainda há registro de ebola e chegou no Brasil em 6 de novembro.
O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realiza testes para verificar qual é a doença que o paciente contraiu.