A Prefeitura de Campo Grande suspendeu contrato anual de R$ 2,1 milhões para aluguel de seis aparelhos de ultrassom e dez eletrocardiogramas portáteis, que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), foram utilizados no máximo quatro vezes, desde o início do vínculo, em março. Conforme o secretário, Ivandro Corrêa Fonseca, os aparelhos só tiveram “serventia” em um dos resgates do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Outro fato que levou à suspensão do pagamento à empresa fornecedora dos equipamentos, a HBR Medical, é o alto valor do aluguel. Na época da assinatura do contrato, em março, os aparelhos estavam avaliados em R$ 700 mil para compra, valor três vezes menor que o aluguel por um ano. Até agora, a empresa recebeu pouco mais de R$ 1 milhão.
O contrato, que teria vigência até março do ano que vem, passou a ser investigado pelo Ministério Público do Estado (MPE), que abriu inquérito para apurar “possíveis irregularidades existentes em procedimento licitatório da Prefeitura Municipal de Campo Grande, relacionado à locação de equipamentos hospitalares portáteis para o Samu”.
*A reportagem, de Anny Malagolini, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.