Os atentados terroristas que aterrorizaram Paris nesta sexta-feira poderiam ter causado ainda mais danos. Segundo o jornal americano “The Wall Street Journal”, ao menos uma pessoa armada com bombas pretendia entrar no Stade de France, que recebeu 80 mil torcedores para o amistoso da seleção da casa contra a Alemanha. O terrorista inclusive tinha ingresso para o jogo e só não conseguiu acessar o estádio pois foi bloqueado pelo sistema de segurança.
As informações foram divulgadas ao jornal por um guarda de plantão identificado apenas como Zouheir. Ele disse que o terrorista foi visto com um colete de explosivos ao passar pela revista, por volta de 15 minutos após o início da partida. Diante da tentativa frustrada, o homem-bomba ativou os explosivos ali mesmo no túnel de acesso, segundo relatou Zouheir.
A segunda explosão teria acontecido três minutos depois, só que do lado de fora do estádio. O último terrorista explodiu a bomba perto de uma rede de fast food, causando também a morte de um civil. A tentativa de ataque fez parte da série de atentados que atingiram Paris na noite desta sexta-feira e causaram cerca de 130 mortes. O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelos atos.
Pelo menos duas explosões foram ouvidas dentro do estádio, ambas registradas pela transmissão. Tanto os torcedores quanto Zouheir acharam de início que tratava-se de fogos de artifícios. O guarda só percebeu que havia algo de errado quando a segurança decidiu tirar o presidente da França, François Hollande, do estádio.
- Quando e vi o Hollande sendo retirado, percebi que não eram fotos – disse Zouheir.
O jogo continuou normalmente, e o presidente da Federação Francesa de Futebol, Noel le Graet, disse que a informação não foi comunicada na hora aos torcedores para evitar pânico. Ainda assim, parte do público foi levado para o gramado após o jogo, e a delegação da Alemanha dormiu no estádio, antes de pegar o avião de volta para casa neste sábado.