A Justiça decretou nesta sexta-feira (13) a prisão de dois engenheiros e renovou a prisão temporária de oito das nove pessoas detidas na última terça-feira (10).
Funcionário da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), o engenheiro João Afif Jorge foi preso no início da noite de ontem, no apartamento onde mora, na Rua Sete de Setembro, centro de Campo Grande. Em seguida, foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Derf).
Outro engenheiro que teve a prisão decretada pelo Poder Judiciário foi Donizete Rodrigues da Silveira, que atua em Jardim. A expectativa é de que ele se apresente nas próximas horas.
RENOVAÇÃO
A pedido do Ministério Público Estadual (MPE), o juiz Carlos Alberto Garcete renovou por mais cinco dias as prisões de suspeitos de envolvimento em esquema que gerou prejuízo de R$ 2,1 milhões, na obra da MS-228, a Estrada Parque, no Pantanal. A renovação do pedido de prisão temporária é por conta de irregularidades em outro contrato, desta vez na MS-171, em Aquidauana.
Além do engenheiro Edson Giroto e do empresário João Amorim, dono da Proteco, continuarão presos Rômulo Tadeu Menossi, Maria Wilma Casanova Rosa, Maxwell Thomé Gomez, Wilson Cabral Tavares e Wilson Roberto Mariano de Oliveira.
A sócia de Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos, cumpre prisão domiciliar por conta de uma gravidez de risco. Átila Garcia Gomes Tiago de Souza escapou da nova prisão e deve ser colocado em liberdade ainda neste sábado (14).
AUDITORIA
Novas prisões foram motivadas por suposta fraude nas obras de cascalhamento da MS-171, no Pantanal. Conforme governo do Estado, o contrato previa cascalhamento e manutenção de 90 quilômetros da rodovia. A Proteco, porém, executou obras em somente R$ 63,2 quilômetros, segundo apontou a auditoria da Agesul, que resultou em investigação do MPE.