A decisão do desembargador plantonista de libertar os 10 investigados pelo Ministério Público Estadual de desvio milionário em obras de rodovias estaduais foi mantida pelo desembargador pela 3ª Câmara Criminal, Dorival Moreira dos Santos. Ele precisava dar o mérito da questão nesta segunda-feira (16) e desta vez preferiu manter a linha que foi decidida no final de semana, conforme apurou a reportagem.
O desdobramento desse caso começou na sexta-feira (13). Em decisão do juiz Carlos Alberto Garcete, foi definida a prisão temporária de dez investigados pelo MPE sobre suposto desvio milionário em obra na MS-171, em Aquidauana. No sábado (14), o desembargador Claudionor Duarte atendeu a pedido de habeas corpus e libertou todos os suspeitos.
O mérito, então, foi para a mesa de Dorival Moreira dos Santos nesta segunda-feira (16) para dar a decisão final sobre manutenção ou não do habeas corpus. O magistrado, então, manteve a decisão do final de semana.
Estão diretamente envolvidos nessa decisão Edson Giroto, Elza Cristina Araújo dos Santos, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Maria Wilma Casanova Rosa, Maxwell Thomé Gomez, Rômulo Tadeu Menossi, Wilson Cabral Tavares, Wilson Roberto Mariano de Oliveira, João Afif Jorge e Donizete Rodrigues da Silveira.
Na semana passada, parte desses investigados ficou presa desde a terça-feira (10) até o sábado (14) em um desdobramento de outra investigação do Ministério Público Estadual, referente ao desvio de R$ 2,9 milhões na obra da MS-228, que passa por Corumbá.
ENTENDIMENTO
Na quarta-feira (18), o desembargador Dorival Moreira dos Santos decidiu que o ex-deputado federal Edson Giroto e a servidora pública Wilma Casanova Rosa, que haviam sido libertados na madrugada daquele dia, precisavam retornar à prisão. Os dois foram os únicos a obter a liberdade em face do mandado de prisão temporária, de cinco dias, que havia contra os investigados.
Por conta desse entendimento anterior, havia a expectativa dos investigados e de suas defesas que o desembargador poderiam mandar todos os envolvidos novamente para a prisão. O que acabou não se configurando. O processo corre em segredo de justiça, por isso não é possível obter detalhes sobre as decisões.
Os 10 investigados estão agendados para prestar depoimento na sede do Ministério Público Estadual a partir das 13h desta terça-feira (17).