O mais novo aumento que o campo-grandense terá de enfrentar a partir de amanhã (19) – o da tarifa de ônibus – foi responsável por causar revolta de vereadores. O consenso entre eles é um só, o de que o prefeito Alcides Bernal (PP) agiu mais uma vez de forma centralizadora e sem diálogo.
O reajuste da tarifa, que habitualmente acontece no mês de novembro, é discutido há semanas entre a prefeitura o Consórcio Guaicurus, grupo das empresas que exploram a concessão.
Desde o início, o consórcio pedia aumento de R$ 0,50, ou seja, que a tarifa das linhas convencionais passasse para R$ 3,50. Em decreto publicado hoje, Bernal definiu o valor em R$ 3,25 para convencionais e R$ 3,95 para as linhas executivas.
Depois da publicação via decreto no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) de hoje, a reação foi imediata na Câmara Municipal.
Para Vanderlei Cabeludo (PMDB), o aumento pode contribuir para aumento de motociclistas nas ruas da cidade.
“O ideal seria R$ 3,10, não ter aumento ou ao menos termos uma explicação. Agora, o maior problema vai ser com os motociclistas, as pessoas vão trocar o ônibus pela moto”.
Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Casa, Carla Stephanini (PMDB), relembrou criação de fundo para subsidiar a tarifa do transporte e evitar aumentos. “O executivo optou por uma decisão unilateral. E quanto a implantação do fundo, não se deu nem trabalho de conhecer”.
João Rocha (PSDB) foi outro que criticou Bernal. “O que estamos vendo na prática é que ele está se isolando da classe politica, dos empresários e até mesmo de seus secretários”.