O general vice chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército, Jamil Megid Junior, recebeu o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), para discutir a viabilidade da implantação do convênio entre as partes para requalificar as ruas da Capital.
A prefeitura tenta garantir esse acordo, mas o processo de acerto não é simples. Já houve reuniões no Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande, e agora o prefeito foi a Brasília para ratificar a necessidade da administração municipal fechar esse acordo.
Em primeiro momento, houve a tratativa para que o departamento de engenharia do Exército auxiliasse no tapa-buraco. As conversas começaram no final de outubro. Contudo, foi informado que o trabalho que poderia ser utilizado seria, na verdade, no de pavimentar as ruas de Campo Grande, que tem mais de 2 mil quilômetros de extensão e cerca de 15 anos sem receber a devida manutenção.
Segundo a assessoria de imprensa da administração municipal, os projetos de mobilidade urbana pleiteados no Distrito Federal ultrapassam os R$ 200 milhões. A requalificação de vias é um dos principais pontos, tratados especificamente com o Exército.
“Temos todo interesse em estabelecer este convênio, que muito contribuirá com o trabalho de revitalização das vias públicas e com a qualidade de vida do campo-grandense”, disse o prefeito ao general.
O pedido de convênio ainda está em trâmite e não há uma data confirmada para ser acertada. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que aguarda o retorno de Alcides Bernal para divulgar mais detalhes das tratativas. O prefeito chega em Campo Grande na noite desta quarta-feira (18).
NO NORTE
O Exército já desempenhou o mesmo tipo de ação que a prefeitura de Campo Grande tenta garantir em outro município. Em junho de 2013, o setor de engenharia atuou no recapamento de ruas de Manaus (AM), em um projeto orçado na época em R$ 11 milhões para 200 quilômetros
A prefeitura daquela capital garantiu essa parceria depois de costurar o acordo e utilizar-se de lei complementar estadual, aprovada em setembro de 2004, que prevê esse compromisso de cooperação.
Segundo apurado, as obras do Exército costumam ter 22 centímetros de concreto e possuem vida útil prevista entre 40 e 50 anos. Um dos exemplos realizados pela instituição nesses moldes foi a BR-101, que liga Recife (PE) a Natal (RN).