Cassados ontem (17) depois de decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os vereadores Delei Pinheiro (PSD) e Thaís Helena (PT) esperam que a situação do ministro relator do processo possa motivar uma nova decisão favorável a eles. Além de Thaís e Delei, Paulo Pedra (PDT), que hoje ocupa o cargo de secretário de Governo da prefeitura, também teve o mandato cassado.
A informação de que o relator Admar Gonzaga seria advogado de Juliana Zorzo (PSC), parte interessada no processo já que com a saída de Delei, Zorzo assumiria o cargo, chegou aos vereadores logo depois da decisão.
Thaís Helena afirma que não tinha conhecimento desse trabalho do relator como advogado de Zorzo e que a defesa irá recorrer da decisão assim que houver publicação de acórdão do TSE e notificação do TRE.
“Há muita confusão no processo, desde que ele saiu daqui [da Câmara]. Não se sabia que o relator era advogado de defesa da suplente, não era do meu conhecimento. Recebi vários processos em que ele configura como advogado dela desde 2012”, disse a vereadora.
Mais cedo, Delei Pinheiro ressaltou a mesma situação e também disse que irá recorrer. “Ele poderia ser dado por impedido”, pontuou Delei.
CASSADOS
Foi unânime pela cassação o parecer dos ministros votantes no TSE. O relator do caso, Admar Gonzaga, informou que estava "absolutamente comprovada a compra de combustível" e que não havia dúvida sobre a captação "ilícita de sufrágio". A decisão será cumprida a partir de sua publicação.
Os três vereadores já haviam sido cassados pelo juiz da 54ª Zona Eleitoral de Campo Grande, Luiz Antônio Cavassa de Almeida, em dezembro de 2013. Eles recorreram e haviam conseguido garantir os cargos por força de liminar concedida no mesmo período. A acusação contra eles é de compra de votos com troca por combustível e abuso do poder econômico. Todos alegam falta de provas.