O Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (IMTI) prometeu a finalização de um sistema para as unidades de saúde de Campo Grande a custo zero.
A Capital gastou cerca de R$ 14 milhões para tentar implantar o mesmo tipo de programa de computador com a contratação do Gerenciamento de Informação em Saúde (Gisa), mas ele não foi finalizado e a prefeitura acabou penalizada pelo Ministério da Saúde a devolver esse montante de recursos públicos.
O Gisa foi contratado em 2008 e neste ano o Ministério da Saúde rescindiu o contrato, após investigação da Controladoria Geral da União (CGU) identificar irregularidades na prestação do serviço. De fato, o sistema nunca funcionou.
O IMTI apresentou ao secretário municipal de saúde, Ivandro Fonseca, nesta quinta-feira (19), um novo sistema, que está em fase de finalização. “Nós também queremos que este sistema entre em funcionamento em todas as Unidades Básicas de Saúde. É um programa inédito e inovador e vai minimizar o tempo de espera dos pacientes”, garantiu o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs) devem ser as primeiras a receber a modernização.
“Este é um trabalho técnico que foi criado por servidores lotados no setor de tecnologia da Sesau, em parceria com o IMTI”, destacou o coordenador de tecnologia da informação do instituto, Tiago Dias.
INVESTIGAÇÃO
As irregularidades na implantação do Gisa foi motivo de investigação do Ministério Público Federal, que ajuizou ação. Em agosto deste ano, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos acusados de improbidade administrativa.
Fazem parte dessa lista ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), o ex-secretário municipal de Saúde e atual deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), Leandro Mazina (sucessor de Mandetta na secretaria), Bertholdo Figueiró Filho (ex-coordenador da Cecom – Central de Compras), João Yamaura (ex-IMTI – Instituto Municipal de Tecnologia), Mara Arteman, Suelen Lapa, Adilson Soares e Naim Beydoun.