O Ministério Público Estadual quer o afastamento de oito vereadores da Câmara de Campo Grande. O pedido foi feito pela força-tarefa, liderada pelo promotor de Justiça Thalys Franklin de Souza, justificando que os legisladores ameaçaram a também vereadora Luiza Ribeiro (PPS) de cassação de mandato.
Ribeiro prestou depoimento ao MPE acusando os colegas de terem recebido propina durante a administração do PMDB na prefeitura.
O pedido dos promotores, que será analisado pela juíza substituta Neiva de Carvalho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, recai sobre Flávio César (PTdoB), presidente em exercício da Câmara Municipal; Airton Saraiva (DEM); João Rocha (PSDB); Carlão (PSB); Paulo Siufi (PMDB), Carla Stephanini (PMDB); Vanderlei Cabeludo (PMDB): e Chiquinho Telles (PSD).
Se essa medida cautelar foi acatada, o processo por quebra de decoro parlamentar que tramita na Comissão de Ética contra Luiza Ribeiro pode não avançar. Indiretamente, isso pode aliviar a pressão sobre a vereadora na Câmara. Em contrapartida, ela pode ter mais espaço para fazer novas denúncias à promotoria de Justiça.
MOTIVADOR
Luiza Ribeiro afirmou, em depoimento à força-tarefa, que havia uma espécie de mensalinho na Câmara de Vereadores. Contratos superfaturados da prefeitura financiavam esse esquema, que tinha participação do empreiteiro João Alberto Amorim Krampe dos Santos. Os pagamentos aconteciam durante a gestão do PMDB e há também suspeitas de compra de votos para cassar o mandato de Alcides Bernal (PP).
Ribeiro foi diretora-presidente da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande durante a administração de Nelsinho Trad (PMDB).