O sistema é self-service: o cliente chega, paga R$ 4,50 e pode servir o copo com caldo de cana quantas vezes quiser (ou aguentar). Ao gosto do consumidor, a garapa, como também é chamada a bebida, pode ser tomada pura ou misturada com abacaxi, limão ou gengibre. “É como se fosse em um restaurante. Você não chega no self-service e se serve à vontade? Aqui a pessoa bebe à vontade, é só se servir”, define Rudinei Brandão, de 54 anos, que tornou-se empreendedor e é dono de garaparia inovadora, na avenida Interlagos.
Mas apesar de atrativo, o sistema self-service de garapa não é o que mais chama atenção no “Cana Caiana Truck”, mas sim o aparato montado pelo dono para permitir ao cliente total independência na hora de se servir. São quatro torneiras na lateral do “carrinho”, cada uma para uma opção de sabor. O recipiente é todo feito em inox para armazenar os sucos das frutas utilizadas para a combinação com a garapa, que são feitos na casa de Rudinei. “A gente prepara antes para ficar mais prático, aí é só abastecer os espaços de cada suco. Se acaba, tem que mandar trazer mais. É tudo de inox, então, dá para fazer a limpeza e manter sempre gelado”, explica.
Com livre acesso as “torneiras de suco”, o cliente pode ficar à vontade para beber sem vergonha a combinação que preferir, por quantas vezes aguentar. Rudinei afirma que “nem sei dizer” quantos copos os consumidores bebem, em média. “Não fico reparando, mas eles comentam que conseguiram beber sete, oito. O máximo que ouvi foi nove copos, mas eu particularmente não fico contando”, diz.
Reportagem de Paula Vitorino está na edição de hoje do Correio do Estado.