O Pronto Atendimento Integrado (PAI), antigo Centro Municipal Pediátrico (Cempe), será fechado pela Prefeitura de Campo Grande na próxima terça-feira (1º). A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (27), depois de sindicância realizada no local apontar irregularidades.
O coordenador do Conselho Municipal de Saúde, Sebastião Júnior, disse ao Portal Correio do Estado que a sindicância constatou que o Cempe causou prejuízo de mais de R$ 9 milhões aos cofres do município.
“É uma situação que o conselho não autorizou nem a abertura do Cempe e, com o resultado da sindicância, deliberamos pela rescisão imediata do contrato”, disse.
Segundo Sebastião, os pediatras que atuavam no local, que funciona na Avenida Afonso Pensa, serão remanejados aos seus “locais de origem” e irão atender nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Vila Almeida, Coronel Antonino e Universitário.
Um estudo será feito pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para definir para onde serão encaminhados os médicos especialistas de outras áreas, que também atuavam no prédio.
CEMPE
O antigo Cempe foi inaugurado em outubro de 2014 pelo prefeito e secretário da época, Gilmar Olarte (PP) e Jamal Salém. A estrutura utilizada é um prédio alugado, onde já funcionou o Hospital Sírio Libanês.
Além do pagamento de aluguel no valor de R$ 194 mil mensais, uma comissão mista identificou que o local não está adaptado para funcionar como um hospital materno infantil, conforme constava o projeto inicial, e o custo para adaptação seria de mais de R$ 569 mil, além da necessidade de contratação de novos funcionários, gerando um custo mensal de R$ 1,8 milhão na folha salarial.
O trabalho da comissão também identificou que o funcionamento está irregular porque não há laudo do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária.
O Ministério Público Estadual (MPE) já havia recomendado que a unidade fosse fechada ou transferida para outro lugar.