A todo custo o prefeito Alcides Bernal (PP) busca associar a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal a existência de novo golpe político em Campo Grande. Fotos de conversas no celular seriam a prova de que João Rocha (PSDB) entrou para preencher possível vácuo de poder, sobrando até para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) apaziguar os ânimos.
“Temos que acabar com essa questão de golpe e trabalhar pela Capital. A eleição da mesa diretora não passou por questões partidárias”, esclareceu Azambuja. “É uma decisão da Câmara e dos vereadores que entenderam que o João pode representar bem. Não existe golpe”.
O posicionamento, no entanto, não acalma Bernal que durante agenda pública fez questão de apresentar imagem impressa e ampliada de suposta negociação para sua saída do cargo, ocupado mediante liminar após seu mandato ser cassado por vereadores em março de 2014.
“É um fato real. Acredito e tenho provas de declarações escritas de pessoas ligadas ao [vice-prefeito Gilmar] Olarte e de vereadores. Isso é grave porque cria uma instabilidade institucional, política e administrativa. Não é mania de perseguição”, ressaltou visivelmente nervoso o prefeito.
Ironicamente, Bernal diz que manterá diálogo republicano com a Câmara Municipal e deve se reunir durante a tarde com o presidente João Rocha.