Cidades

Lava Jato

Ministério Público investigará documento que liga BTG a Cunha

Documento foi achado em gabinete de Delcídio do Amaral

Redação

30/11/2015 - 08h36
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A Procuradoria Geral da República relatou, no seu pedido para conversão da prisão do banqueiro André Esteves e do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, de temporária em preventiva - acolhido neste domingo (29) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki - que foi encontrado um documento, com uma escrita no verso, indicando o suposto pagamento de R$ 45 milhões do BTG para Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

Segundo a PGR, na residência de Diogo Ferreira, foi encontrado este documento, contendo uma escrita, com o seguinte texto: "Em troca de uma emenda à Medida Provisória número 608, o BTG Pactual, proprietário da massa falida do banco Bamerindus, o qual estava interessado em utilizar os créditos fiscais de tal massa, pagou ao deputado federal Eduardo Cunha a quantia de R$ 45 milhões".

Ainda de acordo com o pedido da Procuradoria Geral da República para que a prisão temporária fosse convertida em preventiva, a anotação informa que teriam participado da operação, pelo BTG, Carlos Fonseca e Milton Lyra. "Esse valor também possuía como destinatário outros parlamentares do PMDB. Depois que tudo deu certo, Milton Lyra fez um jantar pra festejar. No encontro tínhamos as seguintes pessoas: Eduardo Cunha, Milton Lira, Ricardo Fonseca e André Esteves", informou a PGR.

As defesas de Diogo Ferreira e do banqueiroAndré Esteves informaram que não tiveram acesso à decisão do ministro Teori Zavascki e, por isso, não têm como se manifestar.

No Twitter, Cunha afirmou que a anotação do assessor de Delcídio é "um verdadeiro absurdo e parece até armação aparecer uma anotação com uma pessoa que não conheço citando coisas inexistentes."

Em nota, o BTG Pactualnegou a realização de pagamento para suposto benefício referente a MP 608. O BTG Pactual informou que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Leia a nota do banco no final do texto.

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