A chuva que atingiu Campo Grande no início da tarde deste sábado (5) foi rápida, mas suficiente para causar diversos estragos na cidade. Segundo informações da Defesa Civil, só na região do bairro Tiradentes choveu 54.25 mm, volume expressivo tendo em vista que o acumulado de chuvas do dia 1º até sexta-feira era de 91,6 mm.
Conforme as informações do meteorologista Natalio Filho, da Estação Meteorológica Anhanguera/Uniderp, durante o temporal os ventos chegaram a 42 km/h.
Segundo informações do coordenador da Defesa Civil Municipal, Walmir Barbosa Lima, quando o acumulado de chuvas é de até 18 mm, não há transtornos na cidade, mas quando o índice é superior ocorrem os alagamentos e enchentes.
Na região do Prosa, o acumulado foi de 42 mm, e o nível do córrego chegou a 4,46 metros. O nível do córrego Anhanduizinho foi a 3,92 metros. Na região do bairro Moreninhas, o acumulado de chuvas foi de 27 mm.
"Quatro equipes da Defesa Civil foram para as ruas e oito agentes ficaram monitorando", disse o coordenador, afirmando que o acumulado de chuva já ultrapassou em 170% o registrado no mesmo período do ano passado.
No bairro Aeroporto, um leitor do Portal Correio do Estado relatou que a enxurrada carregou muita lama para várias ruas e avenidas da localidade. "Sou morador no bairro há quase 10 anos. Aqui não existe captação da água da chuva", reclamou.
Por volta das 16h30, um homem aparentemente com 25 anos foi encontrado morto em meio a galhos embaixo de uma ponte na avenida Ernesto Geisel. A suspeita da Polícia Civil é que ele foi arrastado por conta da enxurrada. A identificação da vítima não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.
AS OCORRÊNCIAS:
Os pontos mais críticos apontados pelos bombeiros foram:
- Rua Pedro Martins, na altura do número 186, Carandá Bosque;
- Rua Jaburu, altura do número 135, Otávio Pécora, com alagamento de casa;
- Avenida Euler de Azevedo;
- Avenida Rachid Neder;
- Rua Riachão;
- Rua Pelotas;
- Avenida Ernesto Geisel.
Durante o temporal, pessoas que ficaram ilhadas precisaram subir no teto ou capô do carro para fugir do alagamento. Os Bombeiros foram acionados também para atender a ocorrência de uma mulher grávida que se segurava a uma placa para vencer a enxurrada.