Por trás da placa, onde se lê “Mais uma empresa incentivada pela Prefeitura”, há obras inacabadas ou terrenos baldios; mas não há o que sugere a inscrição: uma empresa em atividade. A situação, que se arrasta por anos no Polo Empresarial Conselheiro Nelson Benedito Netto, no Indubrasil, em Campo Grande, ameaça transformar parte do local em cemitério de empresas, como já ocorre com o Núcleo Industrial, na mesma região.
Conforme apurado pelo Correio do Estado, não há mais área para doação como forma de incentivo para instalação ou expansão de empreendimentos na Capital, embora tenha, no polo, muitos espaços vazios, tomados pelo mato. Isso ocorre, porque há um volume aproximado de 85 projetos já aprovados pela Câmara dos Vereadores, mas que estão travados na prefeitura.
Criado há mais de dez anos pela Lei municipal 4.141/2004, o Polo Empresarial Conselheiro Nelson Benedito Netto deveria dinamizar a política de concessão de incentivos, em conformidade com o Programa de Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes). No entanto, de acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia e Agronegócio (Sedesc), há apenas 24 empresas ativas no local (dado do fechamento de 2014, último levantamento), o que corresponde a 28% do número de empreendimentos, com benefícios já aprovados e que ainda não foram instalados no polo.
(*) A reportagem, de Osvaldo Júnior, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.