Em nome da transparência nos gastos públicos vereadores de Campo Grande mantiveram suplementações restritas a 5% do orçamento municipal, além de exigir o corte de 50% dos cargos comissionados. As propostas foram incluídas, nesta terça-feira (8), no planejamento plurianual que contempla metas de investimento até 2016.
Conforme o relator, Eduardo Romero (Rede), houve consenso entre as bancadas sobre as medidas de forma a garantir tramitação pautada pelo bom senso diante do cenário de crise econômica. “O limite de 5% consiste em uma ferramenta para acompanhar a aplicação do que se prevê no orçamento”, pontuou.
Na semana passada, o prefeito Alcides Bernal (PP) criticou a medida alegando que esta “engessaria” a administração. Sua intenção, na verdade, consistia em movimentar R$ 1.036.221.900 (30%) sem necessidade de justificar-se ao Legislativo. Ainda assim, ele terá disponível R$ 172.703.650 (5%) do orçamento municipal.
Diante de consenso entre os vereadores, que votam na quinta-feira o orçamento, foram impostos ainda desafios como redução de 50% do número de comissionados e a conclusão de obras paradas como condicionante para início de novos empreendimentos. Ao todo foram incorporados ao planejamento 10 de 49 emendas propostas.