Os agentes de saúde de Campo Grande estão autorizados a entrarem em imóveis fechados ou abandonados para fazer o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus. A decisão, desta quarta-feira (9), de emitir alvará geral é do juiz Aluísio Pereira dos Santos.
A prefeitura alegou que, além da epidemia de dengue, o cidadão corre o risco de se contaminar com a febre chikungunya e o zika vírus. Assim, a situação será muito grave se medidas urgentes não forem tomadas.
O Juiz Diretor do Foro considerou a situação emergencial, notória e bastante divulgada pelos meios de comunicação e decidiu que a inspeção e limpeza por agentes de saúde deve prevalecer sobre o interesse particular.
“Posto isto, com base no poder geral de cautela, determino a expedição de Alvará Geral para inspeção de imóveis por agentes de saúde” concluiu o juiz.
A secretaria de Saúde irá organizar o cronograma para que os agentes façam o trabalho nestes imóveis.
AJUDA DO EXÉRCITO
Na manhã desta quarta-feira, oito equipes do Exército, com cerca de 56 homens, deram início hoje à operação que ficou conhecida como “guerra” contra o mosquito que transmite a dengue, chikungunya e o zika vírus. Em um intervalo de 3h30, os militares recolheram 5 toneladas de pneus, ação que será a principal nesses primeiros dias em Campo Grande.
CASOS
Em quatro dias, mais que dobrou o número de casos suspeitos de zika vírus em Campo Grande. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), no dia 4 de dezembro, existiam 34 notificações para a doença, no balanço divulgado nesta terça-feira (08), o número saltou para 75, um aumento de 120%.
Ainda conforme os dados, de 27 de janeiro a 8 de dezembro, foram 7.614 notificações de doenças transmitidas pelo aedes aegypti, sendo 3.819 casos confirmados de dengue, cinco com dengue grave e três mortes. Com relação à chikungunya, neste mesmo período ocorreram 74 notificações, com dois casos confirmados (importados).