Fim do ano chegando, muitas festas e nessa época um número grande de pessoas viajam. Uma situação que facilita a ação de bandidos para cometerem arrombamentos e furtos a residências.
Nos bairros Parque Residencial dos Girassóis, Oliveira II e proximidades, que ficam na região sudoeste de Campo Grande, essa preocupação com relação a arrombamentos é muito grande.
A justificativa para esse temor está nas estatísticas. A reportagem recebeu contato de moradores daqueles bairros dizendo que no ano passado diversas casas foram arrombadas. Um deles mencionou que foi vítima três vezes somente em 2014, duas em julho e uma em dezembro.
E apesar de ligar para a Polícia Militar para pedir apoio, a viatura não apareceu. A justificativa dada ao morador, que tem 36 anos, mora há quase dois anos na região, era de que não havia veículo para deslocar uma equipe até sua casa.
Esse mesmo tipo de crime foi registrado mais recentemente nesta terça-feira (8). Por volta das 16h, bandidos arrombaram uma casa na rua Fidelo Mariano de Almeida, no bairro Oliveira II. Na ação, os ladrões abriram o portão usando uma chave de fenda ou pé de cabra, segundo a polícia, reviraram a casa e levaram documentos pessoais, televisores, joias e roupas.
Segundo o proprietário do local, que não quis se identificar, ele trabalhava no momento do furto e a esposa estava no médico. “Minha esposa faz tratamento psicológico para depressão e o pior desse tipo de crime é como ficamos nos sentindo depois. A invasão e a insegurança nos atormenta a todo instante. Eles não só roubaram nossas coisas, mas estragaram tudo e nos deixaram destruídos”, desabafou o vendedor.
A polícia esteve no local depois que um vizinho suspeitou da movimentação na residência. Os suspeitos já haviam fugido e até o momento ninguém foi preso.
NO GIRASSÓIS
No bairro Girassóis não é diferente. No ano passado, nessa mesma época, duas casas foram arrombadas e os donos das mesmas perderam diversos pertences. Em uma delas, os bandidos voltaram dias depois do primeiro furto e levaram o que não haviam conseguido furtar anteriormente.
“Eles (suspeitos) passam várias vezes durante o dia observando a movimentação. Alguns usam até estratégias para saber o tempo que a casa fica vazia, como chamando no portão para pedir esmolas ou batendo palma na frente das casas. Assim, eles descobrem quais casas estão vazias”, comentou um produtor musical que vive no bairro Girassóis e pediu anonimato.
MEDO AUMENTA NESTA ÉPOCA
Ninguém gosta de dar o nome por medo de ser identificado posteriormente pelos suspeitos.
Para os moradores da região entrevistados pelo Portal Correio do Estado, a insegurança aumenta nesta época do ano porque quem quer viajar e deixa a casa fechada por um período não sabe o que vai ter de surpresa quando voltar.
POLICIAMENTO
Segundo o Comando de Policiamento Metropolitano da Capital (CPM), cerca de 1.500 policiais militares farão, a partir desta quinta-feira (10), patrulhamento em toda a cidade. A Operação de Natal contará com reforço de policiais do interior e do curso de cabos. Na central de atendimento telefônico, o 190, também haverá reforço.
Na operação, policiais estarão nas ruas de Campo Grande fazendo patrulhamento, verificação de documentos e de veículos na tentativa de realizar apreensões de armas e drogas. “A expectativa é de diminuir os arrombamentos nas residências e a criminalidade das ruas”, informou a Polícia Militar, via nota.
Para os moradores, a dica é sempre estabelecer contato com os vizinhos, informando sobre viagens. Além disso, trocar telefones entre quem mora próximo e até criar algum tipo de alarme para deixar todos do bairro em alerta.