As secretarias municipais de Campo Grande, o prefeito Alcides Bernal (PP) e as concessionárias Energisa (energia elétrica) e Águas Guariroba (fornecimento de água) reuniram-se às 13 horas nesta sexta-feira (11) para fazer a primeira análise técnica sobre os estragos causados pela chuva que caiu na Capital, no sábado (5), depois do decreto de situação de emergência.
O primeiro balanço feito indicou que houve ao menos R$ 20 milhões em danos materiais na cidade, mas problemas que não constavam no balanço parcial da Defesa Civil foram incluídos a partir dessa reunião técnica e essa cifra pode aumentar.
Estragos que não tinham sido contabilizados foram, por exemplo, problemas causados nos telhados da Esplanada Ferroviária e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul.
Todos os 25 órgãos que participaram do encontro realizado nesta sexta (11) receberam formulário da Defesa Civil de Campo Grande para detalhar e quantificar os danos. A resposta a esse documento precisa retornar até a segunda-feira (14) à tarde para o coordenador da Defesa Civil Municipal.
Todas essas informações devem ser compiladas até a terça-feira (15) e precisam ser enviadas ao Ministério da Integração Nacional o quanto antes para avaliação do governo federal sobre o pedido de ajuda financeira.
"Todas as secretarias foram acionadas, estamos esmiuçando os problemas e devemos ter um relatório final na terça-feira à tarde. Hoje o que temos são esses R$ 20 milhões, mas pode ter alteração", explicou o coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Walmir Barbosa Lima.
Para o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Amilton Cândido, a reconstrução do que foi danificado deve ultrapassar os R$ 20 milhões. "Isso ainda está sendo avaliado, mas acredito que seja mais", disse.
PASSOS A SEREM SEGUIDOS
A tentativa do governo municipal de obter recursos da União precisa atender a três etapas para poder ser apreciada pelo Ministério da Integração Nacional, responsável por avaliar os pedidos de cidades que decretam situação de emergência.
O primeiro processo é a prefeitura declarar a situação, o que foi feito no diário oficial do município na terça-feira (8). A segunda etapa é reunir a documentação das secretarias e das concessionárias para indicar em números e cifras os danos. A última fase é encaminhar para Brasília e aguardar a avaliação do governo federal.
Nesta semana, o ministro da pasta, Gilbero Occhi, veio a Mato Grosso do Sul avaliar os estrados nas regiões Sul e Sudoeste. Informalmente ele já teria recebido informações sobre a situação de Campo Grande.