A operação feita pela Polícia Civil e Conselho Tutelar de Campo Grande no domingo (13), nos altos da avenida Afonso Pena, entregou aos pais ao todo 90 adolescentes, que não tiveram as idades divulgadas, e sete pessoas foram presas em flagrante.
O trabalho foi feito para coibir ações delituosas e concentração de jovens que vem acontecendo há meses nas proximidades do Shopping Campo Grande. As denúncias davam conta que os menores usavam o local para ingerir bebida alcoólica, usar entorpecente e promover algazarra tanto em via pública como em ônibus de transporte coletivo.
Os suspeitos detidos na operação estavam fornecendo bebida alcoólica e drogas aos menores. Foram feitas duas mil abordagens e 33 adultos e adolescentes tinham registro de algum tipo de delito.
Esse balanço foi divulgado na tarde desta segunda-feira (14) pela Polícia Civil e demonstrou o tamanho do trabalho, mas o enfoque dos policiais e conselheiros que participaram da operação estava mesmo em rebater críticas que surgiram por conta da ação.
Houve comentários na imprensa por parte de populares que teria ocorrido excesso por parte da polícia, que atuou na avenida sempre armada. "Às vezes é preciso mostrar força para não precisar usar (força)", ponderou o delegado Gomides Ferreira dos Santos Neto.
Outros delegados esclareceram que portar armamento é comum, pois se trata de instrumento de trabalho dos policiais civis. Ao todo, seis delegados foram responsáveis pela operação.
"Notícias da própria imprensa mostraram que ali era uma área de risco, de práticas delituosas", afirmou a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), Rozeman Geise Rodrigues de Paula, ao apresentar vídeos e notícias veiculadas na imprensa sobre bagunça que adolescentes promoveram próximo ao Shopping Campo Grande e nas redondezas.
Duas conselheiras tutelares que acompanharam a operação no domingo (13), fizeram questão de explicar que as medidas adotadas respeitaram os direitos dos adolescentes. "A fila é a melhor forma de organizar um grupo. É uma forma pedagógica", defendeu Ana Paula Costa Morilhas, conselheira da região Norte, ao justificar o motivo de todos os adolescentes terem sido colocados em fileira para averiguação.