O juiz de Direito Fernando Paes de Campos, da 2ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, determinou nesta segunda-feira (14) que a prefeitura de Campo Grande volte a se manifestar no processo que trata sobre a reintegração de posse da área hoje ocupada pela favela Cidade de Deus, na região Sul de Campo Grande.
O prefeito Alcides Bernal (PP) disse no dia 7 deste mês que o fim da comunidade será concretizado em janeiro de 2016. O diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação (Emha), Dirceu de Oliveira Peters, disse que lotes serão vendidos de forma facilitada às famílias da favela. A área onde ocorrerá essa relocação não foi identificada.
O processo de reintegração de posse é de 2013 e vem se arrastado desde então. Ano passado, na gestão do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) chegou-se a desapropriar uma área, de 9,131 metros quadrados, no bairro Noroeste, com 120 lotes para acomodar as famílias que tinha sido cadastradas pela Agência Municipal de Habitação (Emha).
Apesar dessa quantidade, em dezembro de 2014, quando o terreno estava em processo de preparação para receber as famílias, outras 240 ficariam de fora desse benefício porque não foram incluídas em relatório social da Emha.
Houve vistoria do poder Judiciário no terreno no Jardim Noroeste e até data para iniciar a transferência das famílias foi marcada. Contudo, por falta de apoio policial e temendo conflito com moradores que diziam não aceitar se mudar, a prefeitura voltou a atrás e conseguiu ganhar tempo no processo.
A área no Noroeste teve as ligações de energia elétrica e água para receber moradores da favela Cidade de Deus. Atualmente o local está abandonado.
Na Cidade de Deus, que fica ao lado do bairro Dom Antônio Barbosa, atualmente vivem pelo menos 200 famílias.