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Bancos pequenos passam a recolher menos dinheiro ao Banco Central

Bancos pequenos passam a recolher menos dinheiro ao Banco Central

Redação

16/12/2015 - 10h38
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Os bancos de menor porte vão recolher menos depósitos compulsórios – dinheiro que são obrigados a deixar no Banco Central (BC). De acordo com uma resolução da autoridade monetária, o valor dedutível da base de cálculo passou de R$ 44 milhões para R$ 70 milhões, com o objetivo de reduzir o valor depositado.

Segundo o BC, o valor de dedução não era alterado desde 2003 e a medida atende a uma demanda do mercado, principalmente das instituições de menor porte. Com a medida, serão liberados R$ 390 milhões, o que corresponde a 0,5% do total recolhido ao BC, referente a depósitos à vista.

O Banco Central também estabeleceu para julho de 2019 o prazo limite para dedução do saldo devedor dos financiamentos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Essa dedução no compulsório é válida para empréstimos contratados a partir de hoje (16).

Outra medida foi a destinação de mais recursos – total de R$ 3 bilhões – para projetos de infraestrutura por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em maio, foram remanejados R$ 22,5 bilhões de depósitos compulsórios para evitar a escassez de recursos para o crédito imobiliário.

A retirada de recursos da caderneta provocou problemas no crédito imobiliário porque os depósitos da poupança são usados para financiamento de imóveis. Desse total remanejado, cerca R$ 12 bilhões já foram usados no crédito imobiliário. Agora, dos cerca de R$ 10 bilhões restantes, estão sendo liberados R$ 3 bilhões para obras de infraestrutura, como saneamento.

Além dessas medidas, o BC decidiu não cobrar depósito compulsório no caso de empréstimo para suporte de liquidez (dinheiro disponível). No início deste mês, o Banco BTG Pactual pegou emprestado R$ 6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Com a medida, o banco não tem mais que recolher parte desse recurso ao BC.

O BTG Pactual enfrenta dificuldades depois da prisão do então presidente do banco, André Esteves, e do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), em desdobramentos da Operação Lava Jato. Eles são acusados de atuar para obstruir a investigação e tentar fazer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró desistir do acordo de delação premiada.

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