Levamento feito pelo observatório de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul sobre ‘Vazios Urbanos’ apontou que Campo Grande tem mais espaços vagos do que áreas construídas, são pelo menos 15 mil hectares de terrenos inutilizados.
O estudo indicou que apenas 48% do território do município tem edificações, e que os vazios representam 40% e o restante reúne 12% de áreas públicas, como praças e parques.
A amplitude da cidade, que faz jus ao nome, posto que Campo Grande tem mais de 35 mil hectares, divididos em 793 parcelamentos e 74 bairros, espalhados por 7 regiões, mas para uma Capital, os índices altos de vazios urbanos revelam que a cidade de 116 anos, apesar de grande, não aproveita seus espaços.
Os terrenos amplos e construções pequenas se tornaram característica local, principalmente nos bairros mais antigos, com áreas edificadas em até 25%, aspecto este que somam 52,65% dos tipos de casas da cidade, como afirmou um dos coordenadores do projeto, o arquiteto Ângelo Arruda: “É a especialidade de Campo Grande, terrenos grandes e pouco explorados”.
(*) A reportagem, de Anny Malagolini, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.