Em busca por superação, autoestima, independência financeira e libertação dos agressores, há 10 anos, grupo de vítimas de violência doméstica se uniu na produção de artesanatos e doces caseiros e, para ampliar o empreendedorismo, lança site para oferta e venda de produtos. A Associação de Mulheres Extrativistas do Pantanal (Amina) é formada por 24 mulheres, moradoras na cidade de Anastácio - distante 134 quilômetros de Campo Grande.
A iniciativa de empoderar mulheres por meio da independência financeira tem como objetivo reduzir a violência doméstica da região.
O trabalho de conscientização sobre problemas enfrentados dentro de casa acontece durante bate-papo, enquanto alunas recebem instruções sobre a produção. Além de doces e artesanatos como: panos de prato e chinelos, são feitos licores com frutas típicas do cerrado (cumbaru, pequi, guavira e jatobá), e bolos.
SITE
Com o lançamento do site, a expectativa é de ampliação no segmento. “A ideia de criarmos um site surgiu para ampliarmos nossa receita. Percebemos que não precisávamos ficar restritas às vendas em nossa loja física e assim ganhamos clientes de diversos lugares do Brasil”, ressalta Nilma Infran, atual coordenadora e uma das fundadoras da associação.
Com a internet, novos nichos passam a ser explorados, como a venda de sementes e folhas medicinais, devido a pedidos de clientes de outras regiões e a compra de matéria-prima diretamente com os fornecedores para redução do preço final do produtos.
Neste ano, a Amina recebeu apoio do Instituto de Responsabilidade da Oi, o Oi Futuro, e outras entidades, para concluir o plantio do viveiro de plantas frutíferas que são utilizadas como matéria-prima na produção.
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