Investigação para desarticular esquema criminoso descobriu que bandidos de Mato Grosso do Sul articulavam crimes com integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) que agem dentro e fora do presídio de Curitiba, no Paraná. Megaoperação, batizada como Alexandria, foi desencadeada pela Polícia Civil e Militar paranaense, na manhã desta quinta-feira (17), para cumprir 757 mandados de prisão e quatro de busca e apreensão.
Os alvos da ação policial mobiliza mais de 1,5 mil policiais em Curitiba, municípios da região metropolitana, 72 cidades do interior e em oito unidades prisionais do Paraná.
De acordo com a polícia paranaense, o grupo é investigado desde agosto do ano passado por envolvimento em crimes de tráfico de armas drogas, roubos e assassinatos. Foram interceptadas, com ordem da Justiça, mais de 1,7 mil horas de conversas por celulares de integrantes do PCC, com criminosos que agem em 12 estados brasileiros. Entre eles, Mato Grosso do Sul.
Não foi especificada qual a relação exata dos criminosos de MS com os do PR, nem se estão em liberdade ou presos. Neste primeiro momento, o Estado não foi alvo de cumprimento de mandados de prisão.
CONCEITO
O nome da operação foi inspirado na biblioteca real de Alexandria ou antiga biblioteca de Alexandria, que foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo. Ela existiu até a idade média, quando supostamente foi totalmente destruída por um incêndio cujas causas são controversas. Nela continha praticamente todo o saber da antiguidade.