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Dólar cai para menos de R$ 3,90 depois de aumento de juros nos EUA

Dólar cai para menos de R$ 3,90 depois de aumento de juros nos EUA

Redação

17/12/2015 - 14h15
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O mercado financeiro tem uma quinta-feira (17) de ajuste, após a tensão gerada na véspera pela decisão da agência de classificação de risco Fitch de retirar o selo de bom pagador do Brasil. A medida já era esperada pelos investidores, o que amenizou a reação negativa na sessão.

Colabora para a queda do dólar nesta quinta-feira a avaliação positiva sobre o ritmo lento e gradual previsto para o ciclo de aumento de juros nos Estados Unidos, iniciado na véspera, conforme sinalizou a presidente do Federal Reserve (banco central americano), Janet Yellen.

Às 13h30 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha desvalorização de 1,11%, para R$ 3,882 na venda. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, caía 0,99%, para R$ 3,882.
O Banco Central do Brasil deu continuidade nesta sessão aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 548,7 milhões.

Entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, o dólar tinha alta sobre 16. O peso argentino era o que mais perde força contra a divisa dos EUA (em torno de 29%), após o novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, ter retirado na última sessão controles sobre o câmbio no país.

O Fed elevou a taxa de juros americana em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 0,25% e 0,50% ao ano. Foi a primeira alta desde junho de 2006. O mercado já esperava pela decisão, uma vez que a autoridade americana preparou os investidores desde o ano passado, através de seus discursos e comunicados, para o início do aperto monetário.

A preparação do Fed para o início do aumento de juros amenizou a expectativa de fuga de recursos hoje aplicados em países emergentes para os EUA, o que encareceria o dólar. Isso porque a mudança deixa os títulos do Tesouro americano, cuja remuneração reflete a taxa de juros daquele país, mais atraentes que aplicações em emergentes, considerados de maior risco.

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