A Petrobras ofereceu nova oportunidade para mais de 600 trabalhadores aderirem ao plano de demissão voluntária da companhia, após esses funcionários terem desistido de participar do programa.
Os desistentes tiveram de 30 de novembro até a última sexta-feira para revalidar a inscrição no Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV), informou a Petrobras nesta terça-feira.
Lançado em janeiro de 2014, como medida de redução de custos, o plano de demissão voluntária teve inscrições validadas de 7.634 empregados, dos quais 610 desistiram de participar do programa, disse a empresa nesta terça.
O número, entretanto, é diferente do anunciado pela empresa em maio do ano passado, quando a petroleira informou que o PIDV teve inscrições validadas de 8.298 empregados, montante que representava 12,4 por cento do efetivo total da companhia.
A empresa não explicou imediatamente o motivo para a diferença dos números.
Desde o lançamento do programa, segundo a petroleira, 5.674 empregados já se desligaram da Petrobras por meio do PIDV e 1.350 têm previsão de saída até junho de 2017.
Os cálculos da Federação Única dos Petroleiros (FUP), contudo, apontam para a desistência de cerca de dois mil empregados que haviam se inscrito, segundo o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel.
A Petrobras não informou se funcionários aproveitaram a oportunidade para revalidar a inscrição no plano e explicou que resultados alcançados com o PIDV até agora serão divulgados no fechamento do próximo resultado da empresa.
As inscrições no programa foram concluídas em março de 2014 e, em maio daquele ano, a empresa anunciou que o PIDV traria uma redução de custos "expressiva", alcançando "de forma conservadora" R$ 13 bilhões no período de 2014 a 2018.
Rangel, da FUP, explicou que não há motivos específicos para a desistência dos empregados e que cada um deve ter tido seu motivo pessoal para tomar a decisão.
"É o mesmo programa, a Petrobras está revisitando essas cerca de duas mil pessoas para que elas confirmem ou não a desistência", afirmou Rangel.
Segundo o sindicalista, que ocupava uma cadeira no Conselho de Administração da Petrobras como representante dos funcionários na época do lançamento do plano, a empresa não está oferecendo benefícios diferentes para convencer os funcionários a concluir o processo.