Cidades

Incêndio

Prefeitura de São Paulo diz que não há data para reabertura da estação da Luz

Defesa Civil decidiu pela manutenção da interdição do prédio e da gare da Estação da Luz

Redação

23/12/2015 - 13h48
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Baseada nos laudos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a Prefeitura de São Paulo afirmou nesta quarta-feira (23) que não há previsão de quando a estação da Luz da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) será reaberta.

Ao analisar o laudo, a Defesa Civil decidiu pela manutenção da interdição do prédio e da gare da Estação da Luz, que foi danificada após um incêndio que destruiu parte do prédio e toda a instalação do Museu da Língua Portuguesa, na região central de São Paulo, na última segunda (21).

Com isso, a circulação de composições ferroviárias nas plataformas da estação permanecerá interrompida. A circulação só será retomada, ainda que seja parcialmente, quando for retirado os escombros do incêndio e as estruturas de madeira dos telhados que exercem pressão sobre as paredes em risco.

Além disso, a reabertura está condicionada ainda ao escoramento da parede interna, contígua a gare da estação, e a instalação de um sistema de tratamento interligando os painéis opostos do piso de cobertura localizados nos lados da praça da Luz e da rua Mauá. Também foi mantida interrupção do trânsito no Jardim da Luz, no trecho diante da estação.

A prefeitura diz ainda que após as obras serem realizadas pelo governo do Estado, haverá uma nova vistoria para avaliar a liberação da circulação de trens na estação da Luz. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou nesta quarta (23) que uma das paredes precisará ser escoada e que ainda não é possível determinar as causa do acidente.

De acordo com depoimentos de funcionários ao chefe da Defesa Civil municipal, Milton Persoli, o incêndio pode ter começado durante a troca de uma luminária. "Foi citado que o incêndio iniciou-se na troca de uma luminária. Quando o funcionário voltou com a nova peça, já tinha dado um curto-circuito e o fogo já estava em um processo muito rápido [de expansão]", afirmou Persoli.

Ele ponderou, porém, que essa informação só poderá ser confirmada após a conclusão dos laudos da perícia e investigação da Polícia Civil. Para Persoli, a ação da brigada de incêndio do próprio museu foi eficaz e garantiu a segurança dos funcionários durante a saída do prédio.

INCÊNDIO

Patrimônio histórico na região central de São Paulo, o complexo da estação da Luz -que engloba a estação homônima de transporte e o Museu da Língua Portuguesa- foi parcialmente consumido por um incêndio, que começou por volta das 15h50 e foi controlado após duas horas e meia.

O bombeiro civil Ronaldo Pereira, 39, que trabalhava no local, fechado nesta segunda (21) para visitas, morreu após parada cardirorespiratória devido à fumaça. A mulher de Pereira, a funcionária pública Rita de Cássia dos Santos Osório Cruz, 49, conta que o marido era um apaixonado pela profissão e era capaz de dar a vida pelas pessoas.

"Ele fazia o que gostava, pode ter certeza era com amor. Onde estiver agora está se sentindo com o dever cumprido", falou Rita com orgulho de Cruz.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as chamas destruíram o segundo e o terceiro andares do prédio. O teto de madeira desabou. A estrutura da estação de trem, erguida em 1867, não sofreu dano.

"O museu foi totalmente afetado, é uma tragédia", afirmou o secretário do Estado da Cultura, Marcelo Araujo. Todo o acervo do local é digital e, de acordo com ele, conta com cópia de segurança.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a estrutura será reconstruída. Autoridades começaram a investigar as causas do fogo. O museu e todo o complexo da estação da Luz não tinham aval dos bombeiros para funcionar.

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