Às vésperas do acidente de esqui de Michael Schumacher completar dois anos, as informações oficiais sobre o estado de saúde do heptacampeão mundial de Fórmula 1 seguem escassas. Em entrevista à agência de notícias alemã DPA, o advogado do ex-piloto de 46 anos, Felix Damm, defendeu o direito da família em manter em sigilo as condições de Schumi, apesar do paciente ser uma figura pública.
- O acidente em si foi um evento da história contemporânea e deveria ser reportado. Mas não existe essa exigência (de dar informações) quando a recuperação é iniciada - o que aconteceu em um hospital e prossegue em casa agora - e o público é excluído – explicou o advogado Felix Damm.
Schumacher sofreu um severo trauma craniano ao se acidentar em uma estação de esqui, na França, em 29 de novembro de 2013. O maior campeão da F-1 passou meses em coma induzido, tendo despertado em junho de 2014, quando foi transferido para uma clínica de reabilitação na Suíça. Desde setembro daquele ano, Schumi passa por um processo de recuperação em sua casa, também em terras suíças. Ele é acompanhado 24h por dia por diversos especialistas.
Desde o episódio, a família do ex-piloto precisou conviver com a publicação de diversos boatos sobre o estado de saúde do alemão. O último deles, divulgado na semana passada pela revista Bunte, dizia que Schumi estaria andando novamente. A notícia foi rapidamente desmentida pela assessora Sabine Kehm, que classificou a especulação como “irresponsável”.
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"Não existe exigência"
Advogado defende sigilo sobre estado de Schumacher
Perto de completar dois anos do acidente de esqui, familiares não divulgam informações
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