A publicitária Marina Bellinaso, de 24 anos, fez denúncia em rede social sobre maus-tratos a animais abrigados no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande. A precariedade nos cuidados aos animais teria sido vista no último dia 26, quando a jovem foi adotar um cão.
Marina conta que funcionários que atendiam na unidade deram opção de adoção a um cão adulto ou filhote e ela optou por filhote. No mesmo dia levou para cuidados de um veterinário que vermifugou e deu banho no “Pingo”, aquele que seria o mascotinho da família. “Escolhemos o nosso pequeno e fomos direto para o veterinário. Já deram o vermífugo e banho. Porém, o cachorrinho [não só o nosso, como TODOS que estão lá no CCZ], estava CHEIO, INFESTADO de carrapato e de pulga”, desabafou no Facebook.
Na avaliação da publicitária, o centro que no nome diz Controle de Zoonoses deveria ser exemplo de bons cuidados. “O nome é Centro de "Controle" de Zoonoses e devia ser EXEMPLO, mas os filhotes de 40 dias ficam todos amontoados em volta de xixi e cocô deles, com ração enorme pra adulto ao invés de ser ração para filhote. Eu fiquei tão mal, tão mal, que não consegui olhar os cachorros adultos para dizer como estavam”, lamentou.
A jovem relata, ainda, que depois do remédio para vermes, ''Pingo'' passou mal. Teve diarreia com parasitas e febre. Novamente, o mascotinho foi levado ao especialista, de onde não mais saiu. Exame de hemograma constatou que o recém-nascido estava com doença do carrapato. Ficou internado, precisou tomar soro e passou por transfusão de sangue. Apesar de toda a dedicação para salvar o animal, ele não resistiu a gravidade da doença e morreu na madrugada desta quinta-feira (31).
INDIGNAÇÃO
Diante do que viu e vivenciou, a jovem ficou revoltada. “Não consigo parar de chorar. Parabéns e obrigada CCZ, pelo seu exemplo de lixo e maus-tratos com os animais! Esse lugar tem que ser eliminado! É uma vergonha!!!! E por ser de dinheiro público [ou seja: NOSSO DINHEIRO], deveriam ter mais cuidado, higiene e dedicação com estes bichinhos!”, reclamou, finalizando: “Na hora de ir na casa da gente pegar um animal para sacrificar é muito fácil, mas o mínimo de cuidado é praticamente impossível.”.
Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal informou que desconhece a situação. "O CCZ segue normas e padrões da vigilância sanitária e leis que regem a área. Ainda assim, a SESAU [Secretaria de Saúde] irá verificar a situação in loco, tomando todas as providências necessárias para que os animais acolhidos tenham o tratamento adequado", diz o texto.