Sem recursos para contrapartida, a Prefeitura de Campo Grande mantém parados quase R$ 248 milhões em recursos já disponibilizados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. A nova promessa é de que, em fevereiro, um projeto que se arrasta desde 2008 e prevê a drenagem, urbanização e infraestrutura para livrar das enchentes e alagamentos a população de regiões da cidade cortadas pelos córregos Cabaça e Areias e Rio Anhanduí, saia do papel.
Tal projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) prevê R$ 68 milhões em investimento, mas, para alcançar esse montante, o município precisa desembolsar R$ 26 milhões para poder colocar as mãos nos demais R$ 42 milhões do governo federal.
O secretário municipal de obras da Capital, Amilton Cândido de Oliveira, explica que o projeto foi idealizado para ser executado em seis etapas, o que escalona o desembolso da contrapartida de acordo com a conclusão de cada uma. Ainda assim, para realizar a primeira etapa, que compreende a regularização do fundo do córrego, desobstrução do canal e contenção por gabiões da Avenida Santa Adélia até a Manoel da Costa Lima, o Executivo precisa de R$ 6 milhões.
(*) A reportagem, de Lucas Junot, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.