Mesmo contemplada com dois médicos do programa federal Mais Médicos, o município de Rio Negro, a 154 Km de Campo Grande, ficou sem nenhum profissional para atender a população durante os últimos cinco dias de 2015. Quem precisou da assistência médica nos estabelecimentos de saúde da cidade, teve de ir até Corguinho, que fica a 10 km de lá.
As duas médicas cubanas que atendem pelo programa do governo federal atuam no posto de saúde da cidade, que é uma Unidade Básica. O local fechou as portas em 18 de dezembro e deve voltar a tender apenas este mês.
Mas, para piorar a situação, o único hospital do município e também maternidade Idimaque Paes Ferreira, ficou sem nenhum médico plantonista.
O presidente da Associação Beneficente do hospital de Rio Negro, mantido por recursos do SUS e prefeitura, Ronan Pinheiro da Silva, disse que a falta de médicos na cidade é “um fato recorrente”.
“Tínhamos um plantonista que nos deu o cano e os outros três, ou entraram em recesso ou ficaram de férias. A prefeitura tentou arranjar outro médico, mas não conseguiu”, disse Silva. Com isso, o município ficou sem médico por cinco dias. Hoje, segundo o presidente da associação, a situação retoma à normalidade.
A reportagem tentou conversar com o prefeito Gilson Antônio Romano, do PMDB, mas ele teria viajado na véspera do fim do ano para a praia e retornaria à cidade somente hoje. Uma fonte ligada ao setor de saúde do município informou ao jornal que os médicos estariam recusando contratos de trabalho ofertados pela prefeitura porque não recebem pelo serviço depois.
*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.