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Mulher de 24 anos diz ter sido estuprada em festa de réveillon no DF

Mulher de 24 anos diz ter sido estuprada em festa de réveillon no DF

Redação

04/01/2016 - 02h00
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Uma mulher de 24 anos afirmou, em uma rede social, ter sido estuprada em uma festa de réveillon realizada em Brasília, no Distrito Federal. A jovem relata que foi violentada por um segurança contratado pela organização da festa. Ele prestou depoimento à Delegacia da Mulher, na Asa Norte, e afirma que teve relações sexuais com a vítima, mas que 'o ato foi consentido'.

Em seu perfil em uma rede social, a jovem afirma que o crime aconteceu durante a festa "The Box – Reveião", no dia 31 de dezembro, realizada no clube Acadêmicos da Asa Norte. Ela diz que estava acompanhada de amigos quando foi retirada da festa por um funcionário da segurança. Segundo ela, após o suposto crime ela retornou para a festa para reencontrar os amigos e eles saíram do local apenas na manhã seguinte

Ela afirma que dançava perto da entrada do clube, pouco depois da meia noite, na companhia de um amigo quando foi abordada por um segurança da festa. Segundo a jovem relata, o homem expulsou somente ela do local da festa.

De acordo com o relato, o homem a levou para trás de um carro estacionado em meio à mata que cerca o prédio da escola de samba. Segundo a jovem, ele a virou de costas sobre o carro e a violentou. Segundo ela, após cometer o crime o suspeito ainda chamou outro segurança para também violentar a vítima. No relato ela conta que perguntou ao segundo segurança o porquê de aquilo estar acontecendo e o segundo segurança teria se recusado a violentá-la.

"Eu fui estuprada por quem deveria assegurar minha segurança. Eu tive medo, não reagi (poderia ter sido pior se reagisse, eu poderia apanhar, poderia demorar mais...), só queria que acabasse logo", afirma a jovem no relato publicado no último sábado (2).

 A jovem afirma que prestou queixa à polícia na tarde do dia 1º de janeiro, após contar para seus pais. A vítima registrou ocorrência na Delegacia da Mulher, na Asa Norte, onde prestou depoimento.

Após registrar a ocorrência, a vítima passou por perícia no Instituto Médico Legal (IML) e foi encaminhada ao pronto socorro do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) na Asa Sul. No hospital a vítima afirma ter realizado outros exames e recebido medicação preventiva para o HIV.

A médica Ana Carolina Silva atendeu a vítima e afirma que a medida é padrão para casos de violência sexual. "Ela foi orientada para seguir os procedimentos do Projeto Violeta e recebeu medicamentos para evitar gravidez ou contração de DSTs", disse.

A reportagem tentou contato com a organização do evento, mas não obteve respostas. Os organizadores da festa publicaram uma nota em uma rede social em que afirmam ter "prestado toda a assistência à vítima" durante o atendimento na Delegacia da Mulher. "Antes de ir a delegacia entramos em contato com a vítima para dispor também a ela toda documentação necessária", afirmaram. Sobre o crime, a organização qualificou como "um comportamento inaceitável".

O G1 ligou para o proprietário da empresa que fazia a segurança do evento. De acordo com o relato da vítima ele é o suspeito de ter praticado o estupro. O suspeito, de 33 anos, afirmou que teve relações sexuais com a vítima, mas que não cometeu estupro. "Eu sou casado, tenho dois filhos e tive uma atitude impensada no calor do momento por ter sido seduzido. Foi tudo consentido", afirmou. Segundo ele, havia sete seguranças presentes ao evento – seis homens e uma mulher – e o proprietário prestou depoimento à polícia para "dar sua versão da história e esclarecer a participação da empresa no caso".

De acordo com o suspeito, ele compareceu à Delegacia da Mulher na madrugada deste domingo (3) para "dar sua versão da história". "Fomos à delegacia ontem e só saímos de lá às 3h da manhã. Agora vamos esperar a intimação da polícia. Nada disso foi forçado, nada disso foi violência", afirmou.

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