Com Mato Grosso do Sul em estado de alerta de saúde pública por conta da alta incidência de dengue, moradores estão preocupados com o descuido de vizinhos e terrenos baldios que tem acúmulo de água e lixo, que podem servir de criadouros para o Aedes aegypti.
Uma leitora do Portal Correio do Estado, que preferiu não ser identificada, flagrou um imóvel abandonado na Rua Dolor de Andrade, no Bairro Monte Castelo, com piscina descoberta e mato alto.
A moradora demonstrou preocupação com a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. “Casa fechada e cheia de larva do mosquito da dengue. O povo tem que agir, caso contrário, essa praga não vai ter fim”, disse. Ainda segundo a leitora, já foram feitas ligações para vários lugares para tentar resolver o problema, sem sucesso.
Nesta sexta-feira (8), o Governo do Estado publicou nova lei que regulariza multas para quem mantiver terrenos com possíveis criadouros para o mosquito. Caso sejam encontrados focos em uma residência, o proprietário ou locatário do imóvel será notificado e multado.
A mesma lei prevê multa com relação a falta de limpeza de piscinas e terrenos baldios, que podem chegar até 200 UFERMS, que tem valor equivalente a R$ 4,5 mil e autoriza os agentes de saúde a entrarem em qualquer imóvel, mesmo que o proprietário não autorize o trabalho ou não seja localizado.
A Prefeitura de Campo Grande também está notificando e aplicando multas a proprietários e a pessoas que forem flagradas jogando lixos em terrenos baldios ou em locais inadequados. As multas variam de R$ 2 a R$ 8 mil.
A mata da prefeitura é que as equipes de saúde visitem 300 mil imóveis na Capital até o fim de janeiro. Quem flagrar um terreno com focos de mosquito ou pessoas descartando lixos pode denunciar através do telefone 3314-5080 ou 3314-3058.
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