Em 12 meses, o custo para aquisição da Cesta Básica em Campo Grande registrou inflação de 22,78%, número mais expressivo da série histórica, desde 2013. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos de Mato Grosso do Sul (Dieese) registrou aumento R$ 9,96 com relação ao mês anterior. Este é o segundo aumento consecutivo, tendo em vista que no mês de novembro subiu R$ 64,90 e o valor chegou a R$ 368,59.
Na comparação com o mês de Dezembro de 2014, cujo custo monetário da cesta foi de R$ 308,32, a diferença chegou a R$ 70,23, com um aumento mensal médio de R$ 5,85. Considerando todos os valores registrados em 2015, na média anual, a Cesta Básica em Campo Grande teve custo de R$ 346,18.
No conjunto das capitais pesquisadas, Campo Grande apresentou a 10ª maior variação percentual, que foi de 2,70%, e a 8ª em custo monetário. Do conjunto de 13 itens alimentícios, 11 registraram aumento de preço, com retrações observadas somente para batata e farinha de trigo.
Os aumentos de preços significativos foram registrados no feijão, com 12,62%, açúcar 11,73%, tomate 7,09%, manteiga 6,37%, banana 4,66%, leite 3,57%, óleo de soja 2,98%, pão francês 2,65%, arroz 2,42%, café
em pó 1,39% e carne bovina com 0,10%.
As variações climáticas, além de impactar o volume e qualidade dos produtos, também interferiram na opção dos produtores em reduzir, ou aumentar, a área plantada. Desde Setembro, no caso do feijão (12,62%), os produtores que optaram pela redução da área têm sido beneficiados.
Já o consumidor poderá encontrar o preço do grão mais favorável a partir da segunda quinzena de Janeiro, quando o primeiro ciclo da safra 2015/2016 começa a ser ofertado no mercado. Em um ano, o feijão carioca apresentou variação de 63,14%.