Gabriele Costa vive há seis anos em meio aos usuários de crack em uma área próxima à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), zona oeste paulistana. Apesar do tempo que está envolvida com a droga, ela chega a deixar o vício de lado para jogar vôlei. “Quando tem essas brincadeiras até esqueço de fumar pedra”, disse. As atividades esportivas fazem parte das ações de redução de danos implementadas desde a chegada de umtrailer da prefeitura no local.
Ao todo foram distribuídos no final de outubro de 2015 seis equipamentos pela cidade com o intuito de levar o atendimento aos usuários de droga para além da área na região central, que ficou conhecida como Cracolândia. São pontos que, mesmo tendo menor concentração de grupos que fumam crack do que na região da Luz, necessitam, na avaliação da prefeitura de uma intervenção específica do poder público. A permanência das equipes de assistência social e saúde nesses locais visa ajudar na formação de vínculos e facilitar as abordagens.
A Secretaria Municipal de Assistência de Desenvolvimento Social (SMADS) identificou que a maioria dos atendidos nesses locais já havia sido encaminhado sem sucesso aos serviços públicos. Segundo o órgão, os resultados tem sido melhores com a metodologia da aproximação gradual. “O atendimento mais próximo do usuário durante todo o dia feito pelos orientadores do SEAS [Serviço Especializado de Abordagem Social] tem possibilitado uma adesão maior nos serviços/encaminhamentos ofertados”, ressaltou a secretaria em resposta aos questionamentos da Agência Brasil.