Os promotores de Justiça Thalys Franklyn de Souza e Tiago Di Giulio Freire foram oficializados, nesta terça-feira (12), como reforço as investigações da Operação Coffee Break, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A informação consta no Diário Oficial do Ministério Público Estadual (MPE).
Relatório parcial da investigação, apresentado em dezembro, pede o indiciamento de 23 pessoas pelo crime de associação criminosa, além de corrupção passiva e ativa durante o processo de cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP). O mesmo seria preliminar e aguarda parecer do procurador-geral de Justiça, Humberto de Matos Brittes, para ser encaminhado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Para escolha do reforço ao promotor e coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera, foram consideradas a atuação dos promotores Thalys Franklyn e Tiago Di Giulio em força tarefa que apura atos de corrupção na esfera criminal e de improbidade administrativa.
Neste caso, ambos passam a acumular função ao permanecer também nas investigações da Operação Lama Asfáltica, que investiga desvio superior a R$ 11 milhões em obras públicas no Estado.
EM XEQUE
Entregue por Marcos Alex, o relatório da Coffee Break foi considerado inconsistente em relação a suspeita de que vereadores e empresários se uniram para cassar o mandato do prefeito Alcides Bernal. Haveria fragilidade na fundamentação dos indiciamentos, depois de mais de quatro meses de diligências, apreensão de celulares, análise de documentos e grampos telefônicos.
Divergências dentro do Ministério Público surgiram depois de o promotor ter comentado o relatório final da operação Coffee Break, antes mesmo de entregar o documento ao Procurador-Geral de Justiça, Humberto de Matos Brites, do qual é subordinado. Na ocasião, o promotor teria reagido a repreensão do procurador-geral mandando o chefe “tomar no meio do c...!!!” em mensagem trocada pelo aplicativo WhatsApp. Ele, no entanto, pontuou em nota que as divergências foram resolvidas.
Com rumores de que Marcos Alex deixaria a coordenação do Gaeco, em dezembro, o procurador-geral adjunto, Paulo Cezar dos Passos, esclareceu que o promotor havia solicitado desligamento do cargo em dezembro de 2014, antes mesmo da repercussão da operação Coffee Break e que ele permanece no cargo até o fim das investigações.